Por que muitos dos meus colaboradores não param na clínica?

Você talvez já tenha feito esta pergunta a si mesmo: “Por que muitos dos meus colaboradores não ficam na clínica?”

Caso você não esteja familiarizado com o termo, colaborador pode aqui ser entendido como funcionário ou qualquer prestador de serviço. Pode ser o profissional que você contratou para trabalhar na sua clínica por produção, por exemplo.

Há várias razões para que colaboradores talentosos optem por sair de sua clínica. Aqui vão algumas destas razões mais comuns, para que você possa refletir a respeito:

1. O próprio líder (vamos assim chamar o dono da clínica ou gerente) impede ou dificulta que o colaborador desempenhe um bom trabalho, não lhe dando tempo, material de trabalho adequado, equipamento ou direcionamento correto. Apenas cobra resultados, sem dar condições reais para que isso aconteça. Quando isso se repete com frequência, gera alta desmotivação;

2. O líder é agressivo com as palavras e péssimo em corrigir ou em dar feedback. Não sabe ser líder na concepção plena da palavra, apenas chefe. Acha que o correto é pressionar, ameaçar, xingar… ninguém suporta trabalhar muito tempo em um ambiente assim;

3. O colaborador não aguenta mais ver e apontar coisas erradas na clínica, que o líder insiste em ignorar (deixa para lá) ou nem quer ouvir. O colaborador vê o problema, mostra ao líder, mas este nada faz a respeito. Isso dá um desânimo…;

4. É horrível para colaboradores éticos ver o líder permitir a falta de ética de outro colaborador, ou pior: ver a falta de ética e de coerência do próprio líder. Quem é correto, não tolera conviver com o que é desonesto por muito tempo e sai da empresa;

5. É desgastante ver gente que só consegue resultados abaixo do esperado sendo protegida pelo líder por questões políticas ou de interesse pessoal. Se um colaborador observa favoritismos descarados, ou constata que “bajulação” funciona com o líder, vai rapidamente desanimando quanto a fazer as coisas como deve e logo se vê desejando sair da clínica;

6. Promessas não cumpridas, chefes sem palavra. Acho que isso é autoexplicativo, não é?

7. Cada dia o líder tem uma ideia mirabolante, sem consistência, sem planejamento nem perseverança. Inconstante, cada hora um caminho, cada vez uma ideia “revolucionária” que nunca é completamente implementada;

8. É altamente desestimulante trabalhar numa clínica onde a meritocracia é mal feita e usa critérios injustos (se é que tem critérios);

9. Não orientar ou não ensinar o colaborador a realizar uma tarefa nova, apenas dar ordem para “agora fazer tal nova tarefa” pode provocar erros, vergonha, insegurança ou raiva. Consequentemente, desmotivação e vontade de mudar de ambiente;

10. O oposto também vale. Querer ficar o tempo todo ensinando o colaborador a fazer uma atividade que ele já faz com maestria há anos é altamente desmotivador;

11. Tratar mal ou humilhar o colaborador na frente de outros, inclusive clientes. Pelo amor de Deus… nunca faça isso, aliás, na frente de ninguém, nem mesmo sozinho;

12. Assédio de qualquer tipo, moral, sexual etc;

13. Não defender a equipe quando um colaborador é desrespeitado sem motivo algum por cliente sem razão. Sim, nem sempre o cliente tem razão!;

14. Penalizar o colaborador injustamente ou sem motivo claro ou sem que ele soubesse previamente a regra;

15. Permitir que o ambiente de trabalho fique sujo, com baratas, restos de comida, poeira, odores desagradáveis, mofados, cadeiras quebradas etc. Isso raramente estará acontecendo na parte visível da clínica, mas nos bastidores, na área dos funcionários;

16. Clínica com nome queimado na praça, fazendo com que o colaborador tenha um pouco de vergonha de contar aos amigos onde trabalha;

17. Não ter benefícios atraentes. Não é só dinheiro que segura bons talentos: benefícios, elogios e desafios também funcionam para isso;

18. Não ter perspectiva de futuro, ou seja, o colaborador não percebe nenhuma possibilidade de crescer na clínica, de ganhar mais, de ocupar posições mais altas;

19. Pode ser que seu modelo de remuneração seja ruim ou confuso. Se ele não entender as contas, pode desconfiar que algo não está certo (ainda que esteja) e desejar sair;

20. Ele pode ter um sério problema de ordem pessoal ou de relacionamento interno que nada tem a ver com a clínica, mas com outro colaborador;

21. O outro lado: tem gente que, mesmo talentosa, é mercenária, só pensa em grana e se vende fácil por qualquer real a mais. Ofereceram mais, este colaborador está facinho… Neste caso, paciência!

Pense um pouco nos talentos que perdeu nos últimos anos e, sendo sincero consigo mesmo, observe que tipo de problema pode ter gerado a saída deles. Mas já adianto que, segundo minha experiência como consultor, raramente é o motivo 21 de modo isolado; algo maior desmotivou! Verifique o que precisa mudar em você mesmo imediatamente e forme um time vencedor, que o ajude a alcançar os objetivos mais ousados.

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